e
você nunca esteve longe de casa, será difícil entender o valor da
esperança. Israel era um povo peregrino, alimentado pela esperança.
Desde a promessa feita a Abraão, Israel sempre sonhou com herdar a terra
e habitar nela. A promessa cumpriu-se em certa medida, porque um dia
eles chegaram e conquistaram a terra de Canaã. Mas, infelizmente, eles
não permaneceram lá.
Salomão
fala hoje para os peregrinos de nossos dias. Diante das adversidades,
dificuldades e conflitos diários, somos alimentados pela bendita
esperança de que não ficaremos neste mundo para sempre. Nesta vida tudo é
transitório e passageiro. Somos peregrinos rumo ao nosso verdadeiro
destino.
A
“Terra” que Deus promete hoje aos Seus filhos não está neste mundo. Há
um Céu, uma vida melhor, um paraíso. Parece utopia falar dessas coisas
em pleno século 21. O pragmatismo que permeia a cultura de nossos dias
se recusa a aceitar o paraíso como uma realidade. Mas as Sagradas
Escrituras afirmam enfaticamente que o Céu existe.
No
verso de hoje, declara-se que são os justos que entrarão na nova Terra.
Em outra parte, Salomão menciona duas características dos que um dia
habitarão lá: retidão e integridade (Prov. 2:21). Esses aspectos do
caráter têm a ver com a maneira como as pessoas agem diante das
circunstâncias.
As
coisas são como são, não como eu imagino que devam ser. A noite é noite
por mais que eu amontoe toneladas de luz artificial. Quando a pessoa
não aceita a realidade da vida, inventa um estilo de conduta ambíguo.
Cria os seus próprios padrões, disfarça, aparenta e divide seu mundo
interior a ponto de inabilitar-se para desfrutar vida plena. Perde a
retidão e a integridade.
Um
coração dividido, uma mente cerceada, um corpo com um pé indo para a
direita e o outro para a esquerda, criam seu próprio inferno na Terra.
As labaredas da consciência dividida atormentam a pessoa de dia e de
noite. Para ela, não existe esperança de um mundo melhor, nem aqui e nem
no Céu.
Vale a pena cultivar valores, porque “o justo jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a Terra”.
alejandro bullon
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